quarta-feira, 8 de abril de 2015

Cuidados Paliativos na Geriatria


A morte, como parte da vida e como o fim de um ciclo de vida, acontece nos idosos de forma, às vezes, súbita ou fortuita, após uma doença rápida e fulminante. Também pode vir como conseqüência de uma queda ou de um pequeno acidente. Porém, numa boa parte das vezes, a morte chega após uma enfermidade longa, sem resposta à tratamentos curativos, por uma falência geral de todos os órgãos, onde o idoso fica cada vez mais fragilizado, e todos têm a intuição que o fim está próximo. Raramente, a causa da morte, nestes idosos, é por somente um tipo de doença.
Não podemos perder de vista que os objetivos do tratamento de um idoso em fase final de vida, por doença, consistem em aliviar os sintomas, buscando melhorar, na medida do possível, seu bem estar físico e psicológico. Os esforços da equipe de saúde e da família serão focados no idoso e não na doença. Da doença mesmo, buscar aliviar principalmente os sintomas.
Dito isso acima, nota-se que temos, como profissionais de saúde, de buscar uma mudança em nossas atitudes e padrões de trabalho e mentalidade. Estamos acostumados a diagnosticar, tratar, curar e “dar alta”. Quando não temos sucesso, quando o fracasso na luta contra a doença aparece, somente falamos que “não há mais nada a fazer”. É aí que deve haver uma mudança de paradigma na atuação do profissional de saúde. Nestes casos, devemos abrir nossos corações para acolher, escutar e estar com o idoso… simplesmente ficar ao lado dele e de sua família!

Nas fases mais avançadas, os idosos podem estar mais debilitados, fragilizados e com o nível de atenção e consciência reduzidos, sendo até incapazes de ingerir alimentos por via oral. A falta de um aporte ideal de alimentação e de refeições que não foram feitas, devido a recusa ou sonolência do idoso, traz uma grande angústia para a família e para a equipe médica. Recorrer a dieta enteral através de sonda, bem como a hidratação venosa somente em casos selecionados e criteriosamente avaliados, não servindo de rotina para todos os idosos e para todas as situações de inapetência.
Lembrar que hidratação através de soros pela veia pode levar à sobrecarga de líquidos no organismo, piorando a função do coração e causando o que chamamos de dispnéia, ou seja, respiração difícil e rápida, por excesso de líquidos no pulmão.
Atualmente, é impensável deixar que o idoso tenha sintomas incontroláveis de náuseas, enjôos, falta de ar, mal-estar e DOR. O arsenal terapêutico é imenso e a medicina pode minimizar estes sintomas na maioria dos casos. Não deixe de conversar com os médicos a respeito, e não aceite um “é assim mesmo” como resposta!
Um exemplo muito comum a ser dado é o paciente em fase terminal de doença de Alzheimer, que provavelmente pode apresentar como evento final (o que causará diretamente a morte) uma pneumonia, uma infecção generalizada, problema cardíaco ou derrame. Conhecemos vários idosos que, acometidos por problemas cardíacos ou respiratórios graves, foram levados para o hospital (se já não estavam internados) e de lá para a UTI. Imaginemos a cena: seu familiar em fase final de demência, com pneumonia grave, com poucas chances de sobreviver, sendo levado para a UTI. Os médicos colocarão um tubo na garganta do idoso, que será ligado à uma máquina que irá respirar por ele. Irá ser administrado antibiótico ainda mais potente e caro. Irá ser alimentado por uma sonda gástrica. A urina irá também sair por outra sonda colocada na uretra até à bexiga. Nestas condições, o idoso poderá ficar “vivo” durante dias ou até semanas. Se perguntarmos aos médicos quais as chances de sobrevivência, eles dirão que são remotas, mas que estão fazendo tudo que está ao alcance de suas possibilidades!
Este paciente certamente irá à óbito sem a presença de sua família, sem o carinho de seus amados. Morrerá como um número (paciente do leito tal), na hora que a medicina “fracassar”. Muito triste, não?

Temos, sim, condições de escolher o que será melhor para nós e para os nossos familiares. O que será mais humano. Um velho ditado sobre o cuidado com o paciente diz que devemos cuidar sempre, curar quando possível e jamais abandonar! Levar o idoso com demência, em fase terminal de doença, para a UTI, certamente irá parecer abandono. Só se prolonga a vida (é vida?), tentando afastar a morte inevitável. Não seria melhor o idoso “descansar”?
Dizemos que a doença de Alzheimer é uma doença familiar, onde todos os familiares convivem e compartilham o sofrimento de ter seu amado nestas condições. Se a família não é incluída nas decisões de tratamento e na escolha de sua partida, tudo que foi investido em cuidado poderá se perder. Damos um longo adeus nos anos finais de sua vida, e no momento derradeiro, ficamos ausentes.
Converse com todos os familiares e com o médico à respeito do que estamos falando. Não deixe para a última hora a decisão de como se deve agir nas emergências, na piora da doença. Pense em qual poderia ser a vontade do idoso. Empregar todos os recursos médicos disponíveis para prolongar a vida, ou não usá-los e ter uma morte mais digna ao lado de seus familiares? Há uma grande diferença entre salvar uma vida e não deixar que a morte sobrevenha (fase terminal de doença e de vida).
A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.
                                                                                                                     Max Weber




terça-feira, 7 de abril de 2015

E aí, será que pode?   



   Não é incomum que mulheres se perguntem o que podem ingerir no período gestacional. Sabemos que a gravidez não é uma doença, porém, os cuidados com a alimentação devem ser redobrados durante esse período.
    A má nutrição materna pode levar ao déficit no desenvolvimento do bebê. Muitos acreditam que quando a mulher está gerando “um ser”, ela deve se alimentar por dois. Isso é um perigo! A gestante deve se alimentar bem, com qualidade e sem exagerar na quantidade. 
    Para evitar complicações para a mãe e para seu bebê, é importante se atentar para algumas questões:
  • A alimentação deve ser fracionada em 5 ou 6 refeições por dia (de 3 em 3 horas). Isso evita picos de hipoglicemia, minimiza o enjoo e a azia, além de facilitar a digestão, principalmente se a gestante for diabética.
  • O intestino da gestante também fica mais "preguiçoso" devido aos hormônios e ao peso que o útero faz sobre o intestino. Por isso a grávida deve ingerir bastante líquido, além de fibras.

  É fundamental que a gestante tenha um acompanhamento médico e nutricional. É importante também tomar ainda os devidos cuidados:
  •  Não consuma bebidas alcoólicas durante a gravidez ou enquanto estiver a amamentar.
  •  Evite consumir bebidas estimulantes como café ou refrigerantes.
  •  Cozinhe bem os alimentos, não coma carne mal passada nem ovos mal cozidos (perigo de infecção por salmonela).
  •  Lave bem os legumes antes de consumi-los. Se tiver dúvidas quanto a sua higiene, como no caso dos restaurantes, não os coma.
  • Não consuma alimentos nem bebidas em locais que não lhe suscitem confiança quanto a sua origem ou condições de higiene.
  • Descasque a fruta imediatamente antes de consumi-la e evite comer fruta com casca a não ser que seja muito bem lavada.
  • Confirme sempre a data de validade dos alimentos. Em caso de dúvida, rejeite-os.
  • Lave bem as mãos, utensílios e superfícies após a manipulação de carnes e peixes crus.



quarta-feira, 1 de abril de 2015

SI-PNI


SISTEMA DE INFORMAÇÃO DO PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇAO (SIS-PNI)


O SI-PNI é um sistema desenvolvido para possibilitar aos gestores envolvidos no Programa Nacional de Imunização, a avaliação dinâmica do risco quanto à ocorrência de surtos ou epidemias, a partir do registro dos imunobiológicos aplicados e do quantitativo populacional vacinado, agregados por faixa etária, período de tempo e área geográfica.
Possibilita também o controle do estoque de imunobiológicos necessário aos administradores que têm a incumbência de programar sua aquisição e distribuição.


PARA QUE SERVE?

Serve para possibilitar aos gestores envolvidos no programa uma avaliação dinâmica do risco quanto a ocorrência de surtos ou epidemias, a partir do registro dos imunos aplicados e do quantitativo populacional vacinado.


QUAL O INSTRUMENTO DE COLETA DE DADOS ?

             Estoque e Distribuição de Imunobiológicos - EDI. Gerencia o estoque e a distribuição dos imunobiológicos. Contempla o âmbito federal, estadual, regional e municipal.
•             Eventos Adversos Pós-vacinação - EAPV. Permite o acompanhamento de casos de reação adversa ocorridos pós-vacinação e a rápida identificação e localização de lotes de vacinas. Para a gestão federal, estadual, regional e municipal.
             Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão - PAIS. Sistema utilizado pelos supervisores e assessores técnicos do PNI para padronização do perfil de avaliação, capaz de agilizar a tabulação de resultados. Desenvolvido para a supervisão dos estados.
             Programa de Avaliação do Instrumento de Supervisão em Sala de Vacinação - PAISSV. Sistema utilizado pelos coordenadores estaduais de imunizações para padronização do perfil de avaliação, capaz de agilizar a tabulação de resultados. Desenvolvido para a supervisão das salas de vacina.
             Apuração dos Imunobiológicos Utilizados - AIU. Permite realizar o gerenciamento das doses utilizadas e das perdas físicas para calcular as perdas técnicas a partir das doses aplicadas. Desenvolvido para a gestão federal, estadual, regional e municipal.
             Sistema de Informações dos Centros de Referência em Imunobiológicos Especiais - SICRIE. Registra os atendimentos nos CRIEs e informa a utilização dos imunobiológicos especiais e eventos adversos


QUAIS OS DADOS MAIS IMPORTANTES?

Base de dados nominal e por procedência (municípios, estados, países);
Permite análise de melhor qualidade (individual, procedência, por grupos populacionais (indígenas, quilombolas, assentados, …);
Vários relatórios (vacinado por tipo de vacina, faltosos, aprazamentos, esquema vacinal incompleto, doses aplicadas, perda técnica e perdas físicas de vacinas).

segunda-feira, 30 de março de 2015

ALZHEIMER





Confira os mitos e verdades da Doença de Alzheimer


Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer (ABraz), mais de 35 milhões de pessoas têm Doença de Alzheimer no mundo. Só o Brasil detém cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico. Esta enfermidade atinge principalmente idosos a partir dos 55 anos de idade e entre os sintomas estão a perda de funções cognitivas, como memória, orientação, atenção e linguagem, que podem ocasionar dificuldade para realização de atividades da vida diária. A doença ainda é marcada pela falta de conhecimento pela crença de que alguns sintomas são naturais do processo do envelhecimento. 
O neurologista Antônio Eduardo Damin, especializado em Neurologia Cognitiva e Comportamental pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença. Confira:

1. O primeiro sintoma do Alzheimer é sempre a perda da memória?
MITO. Apesar de ser o sintoma inicial mais comum, nem sempre a perda da memória é o sintoma que sinaliza o início da doença. Em algumas pessoas os sintomas iniciais da Doença de Alzheimer podem ser desorientação no tempo e espaço, dificuldade de linguagem, dificuldade para planejar ou resolver problemas mais complexos ou mesmo realizar tarefas corriqueiras, alterações de humor e comportamento dentre outras.

2. Esquecer as coisas significa ter a Doença de Alzheimer?
MITO. Problemas de memória podem estar relacionados a diversos fatores, como outras demências ou até mesmo estresse, ansiedade e depressão. Outras causas de esquecimento podem ser associadas a distúrbios do sono ou uso de medicamentos que afetem a memória. A doença de Alzheimer, em fases iniciais atinge a capacidade de guardar novas memórias e as mais recentes, enquanto memória de fatos acontecidos há mais tempo (como na infância) são preservadas. As pessoas afetadas pela Doença de Alzheimer possuem um quadro progressivo de dificuldade de memória.

3. Quem tem Alzheimer não consegue compreender o que se passa ao seu redor?
MITO. O portador desta doença se mantém consciente do que está acontecendo ao seu redor, apesar das dificuldades de memória e dos outros sintomas. Apenas nos estágios avançados isso pode mudar. O importante é não tratar o idoso com Alzheimer de forma infantilizada. Deve-se preservar seu papel e espaço nas relações familiares.

4. Jogos de raciocínio, como palavras cruzadas e sudoku, ajudam a evitar a doença?
MITO. Esses tipos de jogos de raciocínio podem amenizar os sintomas e até ajudar no tratamento. Porém, sua prática não evita que uma pessoa desenvolva ou interrompa a evolução da doença.

5. Praticar atividade física é importante para pessoas com Alzheimer?
VERDADE. exercitar-se pode retardar a manifestação da doença, assim como amenizar seus sintomas, além de melhorar a qualidade de vida do cuidador e paciente. Se o paciente não possui contraindicação à prática de alguma atividade física, esta deve ser incentivada e o sedentarismo evitado. Mesmo em pessoas que não possuem a doença, há estudos sugerindo que a prática regular de atividade física pode contribuir para a prevenção da doença de Alzheimer no futuro.

6. A Doença de Alzheimer não tem cura?
VERDADE. Infelizmente a doença não tem cura após seu estabelecimento. Porém, existem tratamentos que retardam sua evolução e outros que minimizam os distúrbios cognitivos, do humor e do comportamento. Alguns medicamentos podem tornar o processo mais demorado ou atacar problemas paralelos da doença, como insônia ou agitação.

7. Cuidadores e familiares também precisam de cuidado para conviverem com a doença?
VERDADE. A Doença de Alzheimer exige tanto das pessoas que cuidam dos pacientes que é preciso que elas mantenham-se física e psicologicamente saudáveis para dar conta de uma situação que gera extremo estresse. Tratar do portador de Alzheimer é também cuidar de quem está em torno dele. É importante participar de grupos de apoio, aprender a lidar com a culpa, cansaço, angústia, além de mudanças na rotina e cuidados com o paciente.




Fonte – http://www.segs.com.br/saude/9138-confira-os-mitos-e-verdades-da-doenca-de-alzheimer.html

quarta-feira, 25 de março de 2015

Quando o corpo fala...


"O corpo fala quando estamos cansados,
quando estamos felizes, dispostos ou tristes!
Muitas vezes o corpo fala, o que não dizemos com palavras,
e tudo o que guardamos de ruim o corpo sente e dá sinais!
Por isso cuidar do corpo vai além da higiene, atividades físicas e
exames de saúde, o cuidar do corpo também é cuidar da espiritualidade,
humor, bem-estar.
"Cuide-se!"".